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Mostrando postagens de janeiro, 2018

Epístola aos Hebreus - parte V

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4 – TEMAS CENTRAIS Dando continuidade a análise dos temas encontrados em Hebreus, passamos agora a perceber que o longo trecho que vai de 4:14 à 7:28 trata da superioridade do sacerdócio de Jesus e segue em 8:1 – 10:18 argumentando a respeito da superioridade do sacrifício de Jesus e de seu ministério no tabernáculo celeste, inaugurando uma nova aliança. Após estes longos trechos, o conteúdo e tema passa para uma abordagem da fé e da paciência como fruto da obra sacerdotal de Jesus. Para tanto o autor discorre também sobre diversos exemplos ou modelos de fé fazendo uso, mais uma vez, das Escrituras do Antigo Testamento. Aborda o sofrimento de Cristo e a disciplina do Senhor, advertindo seus leitores contra a desobediência por meio de exemplos do Antigo Testamento. A partir de 13:1, finalmente, o escritor traz injunções sobre a ação e conclui com benção e saudações, desta feita, em gênero literário epistolar. Vejamos então de forma resumida os diversos temas encontrados a partir...

1.Contexto político e social do Novo Testamento Parte V

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I.1.2.3. Aspectos do Mundo Religioso Os judeus desta época deviam ter algum tipo de conhecimento a respeito das religiões não judaicas dos povos com os quais mantinham contato. Também é verdade que muitos desses povos tinham conhecimento da religião judaica. Na Palestina, inclusive em regiões em que a maioria da população era judaica, havia uma forte influência do helenismo. [1] O mundo greco-romano no tempo de Jesus Cristo apresentava um vigoroso fluxo religioso. Diversos cultos proliferavam. As misturas e as combinações de crenças (sincretismo) e comportamentos criavam por vezes um pluralismo que era intolerante somente com as religiões exclusivistas e fechadas, como o judaísmo e o cristianismo. [2] Diversos cultos de mistério acabaram por surgir derivados de antigas cerimônias tribais e até de fertilidade. Alguns eram oriundos da Grécia, outros eram importações estrangeiras, especialmente da Pérsia e do Egito. As práticas rituais podiam variar desde a serenidade até o gr...

Epístola aos Hebreus - parte IV

3 – CONTEÚDO E MENSAGEM O conteúdo de Hebreus só pode ser devidamente apreciado em relação a seu propósito. O escritor considera as Escrituras Sagradas que chamamos de Antigo Testamento como plenas de figuras e antecipações sobre as autênticas realidades do propósito de Deus em Cristo Jesus. É assim que ele as usa continuamente para fundamentar seu tema a fim de ilustrá-lo, desenvolvê-lo e ainda conceder-lhe uma base solidamente revestida de autoridade divina. [1] 3.1. Conteúdo O tema geral do texto parece nunca ter sido motivo de debates: a supremacia incontestável do Filho de Deus, Jesus Cristo. Supremacia esta que não é questionada, nem por seres angelicais nem por seres humanos. O autor apresenta uma série de correlações da “Nova Aliança” com a “Antiga Aliança”, sempre procurando demonstrar que Jesus Cristo é “superior” a aliança que o precedeu. Dessa forma, o autor afirma que o sacerdócio de Cristo é “melhor” do que o Levítico, o sacrifício oferecido por ele é “mel...

1.Contexto político e social do Novo Testamento Parte IV

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I.1.2.1. A política romana da Judeia Herodes, o Grande, foi durante muitos anos o braço de ferro do Império Romano, na Judeia. Com a sua morte, os filhos deram continuidade à dinastia herodiana e à política da vassalagem do então grande senhor do mundo, Otaviano, o Augusto, de Roma. Herodes morreu na residência de Jericó, em fins de março ou começo de abril do ano 4 a.C. Seu filho Arquelau transladou seu corpo para o Herodion . No fim desse mesmo ano, Augusto confirmou o testamento de Herodes, mas não deu a Arquelau o título de rei. Ele tornou-se etnarca, ou seja, o governador da Judeia, da Iduméia e da Samaria, de 4 a.C. a 6 d.C. Seu irmão Herodes Antipas foi nomeado tetrarca (governador de uma quarta parte da província) da Galileia e da Peréia, e leste do Jordão (4 a.C. – 39 d.C.) Filipe II, por sua vez, foi tetrarca da Gaulanítide, Batanéia, Traconítide e Auranítide, bem como do distrito de Panéias (Ituréia), de 4 a.C. a 34 d.C. [1] Arquelau, filho de Herodes, o Grande, a...

Epístola aos Hebreus - Parte III

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I.2. TEXTO, CÂNON, PROPÓSITO E ESBOÇO Diversas são as informações que podem auxiliar na leitura e interpretação de Hebreus. Além dos temas de destaque, precisamos antes esboçar a obra como um todo. No entanto, antes de prosseguir, algumas informações históricas também são de bastante relevância para o estudioso. Dentre eles, trataremos ainda do texto e de sua aceitação no cânon. Um fólio do Beatty  Papyrus II  p 46 1.2.1.       Texto No que diz respeito ao texto, os manuscritos mais importantes são alexandrinos em sua imensa maioria. A tradição bizantina é representada pelos unciais [1] K e L (século IX) e diversos minúsculos posteriores. No ocidente o texto de maior destaque é representado por D (Códice Claromontano, século VI) e também pela Antiga Versão Latina. De forma geral, Hebreus está bem preservado. [2] Ainda concernente ao texto, o gênero literário se reveste de grande importância. Mais uma vez nos deparamos com um...

Epístola aos Hebreus - parte II

I.1.1. Autoria No corpo do texto mesmo não encontramos indicação alguma a respeito de seu autor. Ao contrário da maioria dos escritos do Novo Testamento, o escritor não se identifica. Disso resulta que chamar o texto de Hebreus de carta ou epístola já é bastante controverso. Todas as tentativas de identificar o autor de Hebreus têm sido infrutíferas. E o fato de ser anônimo dificulta a localização do autor. Como observamos nas cartas encontradas ao longo do cânon do Novo Testamento, é comum que o texto tenha já em sua introdução a identificação de seu autor(-es). Em seguida a introdução menciona seus destinatários e termina com uma saudação e ação de graças – há pequenas variações, mas normalmente o padrão é seguido. Da mesma forma o final das cartas geralmente contém alguns votos e saudações finais. Neste caso o texto de Hebreus termina em forma de carta. Do que foi dito, podemos concluir que o texto de Hebreus tem a introdução de um livro, em seu desenvolvimento segue a for...